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31 de julho de 2026

Hortênsias News

Presos à tela: por que é tão difícil parar de rolar as redes sociais?

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Notificações, vídeos curtos e recomendações personalizadas estimulam o uso automático e podem afetar o sono, a concentração e o bem-estar

Você pega o celular para responder uma mensagem e, quando percebe, já perdeu quase uma hora entre vídeos, notificações e diferentes aplicativos.

Esse comportamento não acontece apenas por falta de disciplina. As plataformas utilizam recursos como rolagem infinita, reprodução automática, curtidas e recomendações personalizadas para manter a atenção do usuário pelo maior tempo possível.

O problema começa quando a pessoa perde o controle e passa a sacrificar o sono, as responsabilidades, a concentração e até os momentos de convivência.

Quando o hábito vira sinal de alerta

O tempo de tela, sozinho, não define dependência. Os principais sinais aparecem quando a pessoa tenta reduzir o uso e não consegue, abre aplicativos automaticamente, adia tarefas, sente ansiedade ao ficar desconectada ou perde horas de sono.

Também merece atenção o uso constante das redes para fugir do tédio, da solidão, da tristeza ou das preocupações.

Entre os jovens, o risco pode ser maior. Crianças e adolescentes estão em uma fase de construção da identidade e são mais sensíveis à aprovação social, às comparações e ao número de curtidas e seguidores.

Sono e atenção são afetados

O período antes de dormir costuma ser um dos mais prejudicados. O “só mais um vídeo” pode adiar o sono por horas, enquanto mensagens, discussões e notificações mantêm o cérebro em estado de alerta.

As redes também ocupam os pequenos momentos de silêncio. Filas, refeições e intervalos passam a ser preenchidos pelo celular, dificultando atividades que exigem paciência e concentração.

Como recuperar o controle

A solução não precisa ser abandonar completamente a internet. Algumas mudanças simples podem reduzir o uso automático:

  • desativar notificações desnecessárias;
  • retirar os aplicativos da tela inicial;
  • definir horários específicos para acessar as redes;
  • evitar o celular ao acordar e antes de dormir;
  • deixar o aparelho longe da cama;
  • substituir parte do tempo de tela por leitura, exercícios e encontros presenciais.

Antes de abrir um aplicativo, vale fazer uma pergunta: estou buscando algo específico ou apenas tentando escapar de uma emoção?

Quando procurar ajuda

O acompanhamento profissional é recomendado quando o uso das redes provoca sofrimento intenso, isolamento, crises de ansiedade, queda no desempenho ou incapacidade persistente de reduzir o tempo conectado.

No caso de crianças e adolescentes, apenas retirar o aparelho pode não resolver. Conversas, limites coerentes e o exemplo dos adultos costumam ser mais eficazes.

As redes podem informar, aproximar e divertir. O alerta surge quando deixam de ser uma ferramenta escolhida pelo usuário e passam a controlar seu tempo, seu sono e seu estado emocional.

Quando você abre o aplicativo, é uma escolha consciente ou o hábito já está escolhendo por você?

Redação HN
Imagem Ilustrativa

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