
Tosse, espirros, apatia, coceira e redução na ingestão de água são sinais que merecem cuidado durante os dias mais gelados
Com a chegada dos dias frios na Serra Gaúcha, os cuidados com os cães precisam ir além da roupinha, da caminha quente e do cobertor no canto da sala. Em cidades como Gramado, Canela e Nova Petrópolis, onde as temperaturas costumam cair bastante, os pets também sentem os efeitos do inverno e podem desenvolver doenças de forma silenciosa.
Muitos tutores só percebem que algo está errado quando o animal já apresenta tosse persistente, cansaço, secreção nasal, coceira intensa, ouvido inflamado ou mudança no comportamento. O problema é que, no frio, alguns sinais podem ser confundidos com preguiça, manha ou simples vontade de ficar mais quieto.
Durante o inverno, os cães ficam mais expostos a problemas respiratórios e alérgicos. Ambientes fechados, pouca ventilação, contato com poeira, ácaros, cobertores guardados por muito tempo e mudanças bruscas de temperatura podem favorecer quadros como gripe canina, tosse dos canis, rinite, bronquite e até pneumonia.
A atenção deve ser ainda maior com filhotes, cães idosos, animais de pequeno porte e pets que já têm histórico de doenças respiratórias, cardíacas, alergias, dermatites ou baixa imunidade. Para esses animais, uma queda de temperatura pode representar mais do que desconforto. Pode ser o início de um problema que exige avaliação veterinária.
A roupinha ajuda, principalmente em cães mais sensíveis ao frio, mas não substitui outros cuidados. O animal precisa ficar em local seco, protegido de vento e umidade, com acesso a água limpa e alimentação adequada. Também é importante evitar banhos em dias muito frios ou garantir que os pelos sejam completamente secos após o banho.
Outro ponto que merece atenção é a hidratação. No frio, muitos cães bebem menos água espontaneamente. Essa redução pode afetar o funcionamento do organismo, prejudicar a imunidade e aumentar a vulnerabilidade a doenças. Por isso, o tutor deve observar se o pet continua bebendo água ao longo do dia.
Os passeios também exigem bom senso. Em dias de frio intenso, o ideal é evitar horários de temperatura mais baixa, como início da manhã e noite. Quando o passeio for necessário, deve ser mais curto, com proteção adequada e atenção ao comportamento do animal. Se o cão estiver tremendo, recusando andar, respirando de forma diferente ou demonstrando desconforto, é hora de voltar para casa.
Sinais como tosse, espirros frequentes, secreção nos olhos ou nariz, apatia, febre, perda de apetite, cansaço fora do normal, coceira constante, mau cheiro nos ouvidos ou dificuldade para respirar não devem ser ignorados. Quanto mais cedo o atendimento veterinário acontece, maiores são as chances de evitar complicações.
A vacinação também é uma aliada importante. Manter a carteirinha em dia ajuda a reduzir riscos, especialmente contra doenças respiratórias contagiosas. Em locais com circulação de muitos cães, como hotéis, creches, pet shops e espaços coletivos, a prevenção se torna ainda mais necessária.
Na Região das Hortênsias, onde o frio faz parte da rotina de moradores e visitantes durante boa parte do ano, cuidar dos pets também é uma forma de cuidado com a família. O cão que parece apenas quietinho pode estar dando sinais de que precisa de atenção.
O inverno pode ser bonito, aconchegante e turístico para a Serra Gaúcha. Mas, para os animais, ele também exige observação, prevenção e responsabilidade.
Redação HN
Imagem Ilustrativa










