
Requerimento já tem assinaturas suficientes para abertura da comissão, mas CPI ainda depende de instalação oficial na Câmara de Vereadores
A relação entre moradores de Gramado e a Corsan/Aegea entrou em uma nova fase no debate público. Após uma sequência de reclamações envolvendo abastecimento de água, cobrança de esgoto, aumento nas faturas, qualidade do serviço, transtornos no trânsito e dificuldades de resposta ao consumidor, a Câmara de Vereadores deve avançar para a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar a atuação da concessionária no município.
O requerimento da CPI já alcançou o número mínimo de assinaturas necessárias para sua abertura, mas a comissão ainda não foi oficialmente instaurada. A próxima etapa é a instalação formal pela Presidência da Câmara, seguida da definição dos vereadores que irão compor os trabalhos, incluindo presidente e relator. Segundo informações divulgadas nesta segunda-feira, o pedido já conta com assinaturas de parlamentares suficientes para assegurar a criação da comissão investigativa.
A proposta tem como objetivo investigar o contrato entre o Município de Gramado e a AEGEA/Corsan, além de apurar possíveis falhas no fornecimento de água potável, questionamentos sobre a qualidade da água distribuída, tarifas aplicadas, cobrança de esgotamento sanitário, transtornos causados por obras e intervenções nas ruas, bem como o cumprimento das metas de saneamento básico previstas contratualmente.
Destaques do caso
Água suja: moradores relatam episódios de água com aparência inadequada, alteração de cor, cheiro ou qualidade percebida.
Falta d’água: reclamações envolvem interrupções no abastecimento, baixa pressão e instabilidade no fornecimento.
Conta alta: consumidores questionam aumento no peso das faturas, cobrança de esgoto e dificuldade de compreender todos os valores cobrados.
Engarrafamentos e transtornos nas ruas: obras de tubulação e adutora têm provocado bloqueios, alterações no trânsito e impacto na rotina de moradores, motoristas e comerciantes.
A possível abertura da CPI ocorre em um contexto de crescente insatisfação da comunidade com os serviços prestados pela Corsan/Aegea na Região das Hortênsias. No fim de semana, o Hortênsias News reforçou a exposição pública desse debate ao publicar matéria reunindo relatos e reclamações de consumidores de Gramado e Canela que vinham chegando à redação. As manifestações apontavam problemas como falta de água, água com aparência inadequada, aumento nas contas, obras, vazamentos e dificuldades de obter respostas claras.
O Hortênsias News seguirá acompanhando o caso e ouvindo a comunidade. Reclamações, registros, fotos e vídeos sobre abastecimento, qualidade da água, cobrança, esgoto, obras, transtornos nas ruas ou atendimento podem ser enviados para o e-mail contato@hortensiasnews.com.br. Em breve, o portal também disponibilizará um canal de WhatsApp específico para esse tipo de demanda, com o objetivo de reunir informações da população e buscar respostas junto aos responsáveis.
A pergunta que moradores e vereadores tendem a fazer é objetiva: quando concluídas, as obras anunciadas serão capazes de produzir melhora concreta na vida da população? A água chegará com regularidade? A comunicação com os usuários será eficiente? A cobrança estará clara? E os transtornos provocados pelas intervenções nas ruas estão sendo devidamente explicados, sinalizados e resolvidos?
Entre os exemplos mais lembrados por moradores e motoristas estão os transtornos no trânsito provocados por intervenções ligadas às obras de tubulação e adutora. A Rua Emílio Leobet, conhecida como Estrada Velha, no eixo de ligação com o Carniel e nas proximidades da região do Super Carros, aparece como um dos pontos mais citados pela comunidade. Em diferentes momentos, o trecho sofreu bloqueios, restrições de fluxo e mudanças na circulação, impactando quem utiliza a via no deslocamento entre Gramado e Canela.
O desafio, agora, será fazer da CPI mais do que um embate político. A cobrança da população não é contra a necessidade das obras. Ao contrário, saneamento exige investimento, planejamento e execução. O questionamento está na repetição dos transtornos, na falta de previsibilidade percebida por motoristas e moradores, na comunicação nem sempre clara sobre os bloqueios e na demora para que a rotina das ruas volte à normalidade após as intervenções.
Na prática, a eventual CPI poderá reunir documentos, ouvir representantes da concessionária, membros do Executivo, órgãos reguladores, entidades da sociedade civil e moradores. O objetivo deve ser organizar informações, esclarecer responsabilidades e apontar encaminhamentos para que a população tenha respostas concretas.
O Hortênsias News seguirá acompanhando o caso e permanece aberto a manifestações da Corsan/Aegea, do poder público e da comunidade.
Redação HN
Imagem: Ilustrativa









