18 de janeiro de 2026

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Canela na vanguarda: implante contraceptivo é ofertado pelo Município desde 2020; aquisição via SUS ampliará investimentos na Saúde

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Canela na vanguarda: implante contraceptivo é ofertado pelo Município desde 2020; aquisição via SUS ampliará investimentos na Saúde

Em meados de julho de 2025, o Ministério da Saúde anunciou que passaria a disponibilizar, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), um novo método de contracepção: o implante anticoncepcional subdérmico (Implanon). Em Canela, no entanto, esse dispositivo não é novidade. O método é oferecido gratuitamente pela Prefeitura Municipal às usuárias em idade reprodutiva da rede pública de saúde desde 2020, beneficiando mais de 400 mulheres nesse período. Com o investimento passando a ser realizado pelo Governo Federal, o Município poderá economizar recursos na aquisição do material e direcioná-los a outras áreas prioritárias da Saúde.

O secretário municipal de Saúde, Jean Spall, explica que Canela iniciou, ainda em 2018, o fortalecimento da política de planejamento reprodutivo, ao identificar a necessidade de oferecer mais autonomia às mulheres em idade fértil e reduzir o número de gestações não planejadas. Dados da pesquisa Nascer no Brasil II, realizada entre 2021 e 2023, apontam que até 40% das gestantes no país não haviam planejado a gravidez, e que mulheres com até 19 anos representavam mais de 12% das parturientes entre todos os nascimentos registrados.

Em 2020, após a definição do protocolo para inserção do implante subdérmico contraceptivo, a Secretaria de Saúde de Canela passou a ofertar o método às mulheres atendidas nas unidades de saúde do município. Naquele ano, foram adquiridas 50 unidades do Implanon, com 49 aplicações realizadas. Nos anos seguintes, a Prefeitura ampliou a aquisição do dispositivo com recursos próprios, mantendo a oferta conforme a demanda das usuárias.

Em 2025, cinco anos após o início da disponibilização do implante subdérmico, o Município alcançou a marca de 449 mulheres atendidas, sendo 106 somente no ano passado. Para 2026, a Secretaria de Saúde projeta a retirada ou troca de 142 implantes, estimando que cerca de 100 usuárias optem por manter esse método contraceptivo.

Economia que possibilita mais investimentos

O Ministério da Saúde anunciou, em julho do ano passado, a incorporação do Implanon ao rol de métodos contraceptivos oferecidos pelo SUS às mulheres em idade reprodutiva. Até então, o implante era amplamente utilizado na rede privada de saúde, com custo que pode chegar a R$ 4 mil, em razão de sua elevada taxa de eficácia.

Jean Spall ressalta que, com a aquisição dos implantes passando a ser feita pelo Governo Federal, a Prefeitura de Canela deixará de arcar com esse custo. Atualmente, cada unidade do Implanon custa R$ 482,00 aos cofres públicos. “Isso representa um avanço importante para a sustentabilidade da política pública de planejamento familiar, permitindo a ampliação do acesso ao método, a garantia dos direitos reprodutivos e o fortalecimento das ações de saúde da mulher no município, com base em evidências e equidade”, destaca o secretário.

O Município aguarda o envio da nova remessa de implantes subdérmicos contraceptivos, bem como a realização de capacitações para os profissionais de saúde responsáveis pela inserção do método nas usuárias.

Métodos contraceptivos ofertados pelo SUS

O Implanon é considerado um dos métodos contraceptivos mais seguros disponíveis, com taxa de falha extremamente baixa — cerca de 0,05%. Isso significa que, a cada 10 mil mulheres que utilizam o método corretamente durante um ano, apenas duas engravidam. Além disso, o implante tem longa duração, podendo atuar no organismo por até três anos, com rápida retomada da fertilidade após a sua retirada. Caso a mulher deseje, um novo implante pode ser inserido ao final desse período.

Além do implante subdérmico, o SUS oferece outros métodos contraceptivos, como preservativos feminino e masculino (que também previnem Infecções Sexualmente Transmissíveis), DIU de cobre, anticoncepcional oral combinado, pílula de progestagênio, injeções hormonais mensal e trimestral, laqueadura e vasectomia.

A escolha do método deve ser feita de forma conjunta entre a paciente e o profissional de saúde responsável pelo acompanhamento. A orientação é que as mulheres interessadas procurem uma Unidade Básica de Saúde para obter informações sobre os métodos disponíveis e adequados ao seu perfil.

Texto: Adriana Rabassa / Prefeitura de Canela
Foto: Agência Brasil

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