
Seleção faz 2 a 1 em Cleveland, encerra preparação com vitória e agora mira estreia contra Marrocos no próximo sábado
O Brasil venceu o Egito por 2 a 1 no último amistoso antes da estreia na Copa do Mundo, mas o resultado positivo não apagou os sinais de alerta deixados pela atuação da seleção em Cleveland, nos Estados Unidos. A vitória veio, Endrick decidiu, Bruno Guimarães também marcou, mas o desempenho mostrou que Carlo Ancelotti ainda tem pontos importantes para ajustar.
A partida, disputada no sábado, dia 6, tinha peso de teste final. Era a última oportunidade para observar alternativas, medir o comportamento do grupo e corrigir falhas antes do início da caminhada brasileira no Mundial. O Brasil até começou melhor e abriu o placar cedo, quando Bruno Guimarães aproveitou erro na saída de bola do Egito e finalizou para fazer 1 a 0.
A vantagem, no entanto, durou pouco. Minutos depois, uma falha de Marquinhos na saída defensiva deixou o atacante Ziko em condição de empatar para os egípcios. O lance expôs um problema que preocupa em qualquer seleção candidata ao título: erro perto da própria área costuma custar caro, ainda mais em Copa do Mundo.
A situação ficou ainda mais delicada quando Wesley sentiu dores na virilha e precisou ser substituído ainda no primeiro tempo. A imagem do lateral chorando no banco aumentou a preocupação, especialmente pela proximidade da estreia. Em uma competição curta, qualquer lesão pode mudar planos e abrir dúvidas em setores considerados sensíveis.
Dentro de campo, o Brasil teve volume, criou oportunidades e poderia ter construído um placar mais tranquilo. Vinícius Júnior, Raphinha e Igor Thiago tiveram chances, mas pararam nas defesas do goleiro egípcio ou em finalizações pouco precisas. Foi um jogo em que a seleção produziu, mas também desperdiçou.
No segundo tempo, Ancelotti mexeu bastante na equipe, como parte da estratégia de observar mais jogadores antes da estreia. E foi justamente de uma dessas mudanças que saiu o gol da vitória. Endrick entrou, apareceu na área e completou cruzamento de Raphinha para recolocar o Brasil à frente.
O gol reforça a estrela do jovem atacante em momentos decisivos. Mesmo sem precisar de grande volume de participação, Endrick mostrou presença, leitura de área e frieza para aproveitar a chance que recebeu. Para uma seleção que busca alternativas ofensivas, esse tipo de resposta pesa.
Ainda assim, a vitória não deve ser tratada como atuação convincente. O Brasil venceu porque teve mais qualidade, mais repertório e mais força individual. Mas também permitiu sustos, errou em zona perigosa e deixou claro que precisa transformar domínio em segurança.
O saldo do amistoso é misto. O resultado dá confiança, Endrick ganha moral e Ancelotti encerra a preparação com mais informações sobre o grupo. Ao mesmo tempo, a lesão de Wesley, a falha defensiva e as oportunidades perdidas servem como lembrete de que a Copa não costuma perdoar distrações.
A estreia brasileira será contra Marrocos, no próximo sábado, dia 13 de junho. Até lá, o desafio de Ancelotti será encontrar o equilíbrio entre talento, intensidade e segurança. O Brasil chega com vitória, mas também com a obrigação de corrigir rapidamente os sinais de alerta que apareceram no último teste.
Redação HN
Imagem: CBF










