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3 de setembro de 2026

Hortênsias News

Na 1ª sessão após revelações sobre Moraes e Vorcaro, ministros do STF são fotografados rindo

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Registro mostra Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Edson Fachin em uma conversa descontraída após o encerramento do julgamento; André Mendonça já havia deixado o plenário

A primeira sessão plenária do Supremo Tribunal Federal (STF) após as polêmicas revelações envolvendo Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro foi marcada pelo silêncio público dos ministros sobre o caso e por uma fotografia que rapidamente ganhou repercussão nas redes sociais.

O registro, feito após o encerramento da sessão de quarta-feira (2), mostra Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e o presidente da Corte, Edson Fachin, sorrindo durante uma conversa nos bastidores do Supremo.

A imagem chamou atenção porque foi registrada um dia depois da divulgação de novos elementos encontrados pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.

Moraes e Mendonça ficaram lado a lado

Durante a sessão, Alexandre de Moraes e André Mendonça permaneceram sentados lado a lado, seguindo a disposição habitual do plenário, mas não conversaram.

O caso Banco Master não fazia parte da pauta e não foi mencionado publicamente durante o julgamento. Os ministros analisaram outros processos sem abordar as mensagens atribuídas a Vorcaro ou a crise provocada dentro do Supremo.

A sessão terminou por volta das 18h. Após o encerramento, Mendonça deixou o plenário e seguiu em direção ao gabinete, acompanhado de um assessor e de um segurança.

Moraes permaneceu no tribunal e participou de uma breve roda de conversa com Fachin, Zanin e Gilmar Mendes. Foi nesse momento que os quatro ministros foram fotografados sorrindo.

Fotografia provoca reações

A cena repercutiu intensamente nas redes sociais e provocou críticas por causa do momento de tensão enfrentado pelo STF.

Usuários interpretaram os risos como uma demonstração de indiferença diante das revelações envolvendo o Banco Master. Outros questionaram qual teria sido o assunto discutido pelos magistrados após a saída de Mendonça.

Apesar da repercussão, não existe registro público do conteúdo da conversa. A fotografia comprova que os ministros conversaram e sorriram, mas não permite afirmar que estivessem rindo do caso Master, de André Mendonça ou das cobranças feitas pela sociedade.

Também não há comprovação de que o encontro tenha sido secreto ou previamente articulado. A conversa ocorreu após a sessão e foi registrada por um fotógrafo.

Revelações ampliam crise no STF

A tensão dentro da Corte aumentou depois que André Mendonça retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal com informações extraídas do celular de Daniel Vorcaro.

De acordo com os documentos, o ex-banqueiro enviava mensagens para um contato identificado como “Alexandre de Moraes BRASILIA”. Em uma delas, Vorcaro questionou, dois dias antes de ser preso, se deveria deixar o país.

As mensagens também apresentam referências a possíveis interlocuções com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

As eventuais respostas enviadas por Moraes não foram recuperadas. Os documentos divulgados também não comprovam, até o momento, que os pedidos feitos por Vorcaro tenham sido atendidos.

Alexandre de Moraes ainda não apresentou uma manifestação pública específica sobre o conteúdo das novas mensagens.

Caso pode chegar ao plenário

André Mendonça defende que os novos elementos sejam analisados pelo plenário do STF em uma sessão presencial, pública e transparente.

A Procuradoria-Geral da República, entretanto, questionou a condução da apuração e pediu a anulação dos atos relacionados à investigação envolvendo Moraes. A PGR sustenta que a iniciativa não poderia ter sido adotada individualmente pelo relator.

O presidente do STF afirmou que a Corte atravessa um momento de “especial gravidade” e prometeu anunciar medidas institucionais depois de concluir a análise dos fatos.

“A elevada autoridade do cargo não confere privilégios, mas impõe deveres, limites e responsabilidades”, declarou Fachin, sem citar nominalmente os ministros envolvidos.

Até a atualização desta matéria, não havia data definida para uma eventual análise do caso pelo plenário.

A fotografia dos ministros sorrindo não esclarece o conteúdo da conversa, mas aumenta a pressão sobre uma Corte que enfrenta cobranças por transparência e explicações diante das novas informações relacionadas ao Banco Master.


Redação HN
Imagem:
Brenno Carvalho / O Globo

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