
Aldeia Guarani Yvyã Porã celebra dois anos em Canela/RS
Além de comemorar dois anos de presença na localidade da Linha São Paulo, os Guarani fortalecem o vínculo com a terra e a ancestralidade indígena
No dia 15 de agosto, sábado, das 14h às 16h30, a Aldeia Guarani Yvyã Porã, em Canela, receberá visitantes para a comemoração de seus dois anos de existência. Como parte da programação, serão realizadas atividades com arco e flecha, canto e dança, além da degustação de comidas típicas guarani, como batata-doce assada na fogueira, pipoca, pão de cinza e chimarrão.
A proposta de realizar eventos culturais ao longo do ano dentro da aldeia permite que pessoas não indígenas conheçam a cultura Guarani, ampliando a compreensão sobre diferentes etnias e promovendo uma educação para a paz entre os povos. A iniciativa também contribui para a autonomia e o sustento da comunidade, garantindo a continuidade da cultura.
A Aldeia Guarani Yvyã Porã, localizada na Linha São Paulo, em Canela/RS, completou dois anos de existência em 2026. A comunidade indígena, liderada pelo cacique Marcelo Cabral, resistiu a fortes temporais e períodos de isolamento e, hoje, promove roteiros de vivência cultural, oficinas artesanais e culinária típica.
Para qualificar o acolhimento aos visitantes, a aldeia recebeu melhorias na infraestrutura, com a construção de dois banheiros ecológicos, masculino e feminino, além de uma rampa de acessibilidade.
Para os interessados em participar da programação, os ingressos custam R$ 80,00 por pessoa, com meia-entrada de R$ 40,00 para crianças e idosos. Doações de alimentos ajudam a complementar o valor do ingresso.
Mais informações e agendamentos podem ser feitos pelo WhatsApp: (51) 99680-7379 ou (54) 9637-2248. A Aldeia Guarani Yvyã Porã está localizada na Linha São Paulo, em Canela/RS.
Quem são os Guarani
Os Guarani-Mbya são um dos três principais subgrupos do povo Guarani e habitam regiões do Sul e Sudeste do Brasil, além de áreas do Paraguai, Argentina e Uruguai. O termo “Mbya” significa “muita gente em um só lugar”, representando união e resistência.
O grupo fala o dialeto Mbya Ayvu, a “língua do povo”, reconhecido como patrimônio imaterial pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) desde 2011.
Sua organização social é baseada em amplas redes familiares e na valorização da oralidade, com transmissão de saberes pelos anciãos.
Fonte: Patrícia Viale / Jornalista
Foto: Tanise Haas / Divulgação







