DÓLAR (USD) -- | EURO (EUR) --
2 de julho de 2026

Hortênsias News

Alagoas ganha rota turística oficial que liga sete cidades históricas do litoral ao sertão

Ouça este artigo

Compartilhe este artigo

Nova lei reconhece circuito que reúne patrimônio colonial, Rio São Francisco, Serra da Barriga, turismo de natureza e aventura em municípios com forte valor histórico para o estado.

Alagoas acaba de ganhar uma nova rota turística oficial capaz de mostrar ao Brasil um lado do estado que vai muito além das praias. A Rota Turística das Cidades Coloniais Alagoanas foi criada pela Lei nº 15.444, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e reúne sete municípios marcados por patrimônio histórico, cultura, natureza, religiosidade, memória negra e paisagens do Rio São Francisco.

O circuito inclui Marechal Deodoro, Penedo, Piranhas, Delmiro Gouveia, União dos Palmares, Porto Calvo e Água Branca. A proposta é incentivar o turismo histórico, de natureza, de aventura e atividades semelhantes, fortalecendo uma região que guarda parte essencial da formação de Alagoas e do Nordeste.

A nova rota cria uma oportunidade importante para reposicionar o turismo alagoano. O estado, tradicionalmente conhecido pelo litoral e pelas belezas naturais de Maceió, Maragogi e outras praias, passa a ter um circuito federal reconhecido para valorizar cidades históricas, patrimônios tombados, igrejas, casarões, museus, serras, cânions e experiências culturais.

Em Marechal Deodoro, primeira capital de Alagoas, a rota destaca casarões, igrejas e conjuntos arquitetônicos do período colonial. A cidade também carrega o simbolismo de ser terra natal do proclamador da República. O Ministério do Turismo ressalta que o município preserva construções e referências históricas que ajudam a contar o passado político e cultural do estado.

Penedo entra no circuito como uma das joias históricas às margens do Rio São Francisco. A cidade reúne igrejas, conventos, casario colonial e um centro histórico reconhecido por sua importância arquitetônica. A Gazeta de Alagoas lembra que Penedo cresceu sobre um rochedo às margens do rio e preserva influências portuguesas, holandesas e francesas em sua formação urbana.

Piranhas reforça a conexão entre história e natureza. O município tem papel ligado à navegação no São Francisco e abriga um núcleo histórico tombado, além de estar próximo ao Cânion do Xingó, um dos destinos mais conhecidos do sertão alagoano. A cidade representa bem a força turística do interior, onde paisagem, memória e cultura se misturam.

Delmiro Gouveia também entra na rota com um peso histórico importante. A cidade está ligada à industrialização do sertão nordestino e à primeira usina hidrelétrica da Região Nordeste, inaugurada em 1913. Já União dos Palmares leva para o roteiro a Serra da Barriga, local associado ao Quilombo dos Palmares e símbolo da resistência negra no Brasil.

Porto Calvo, uma das cidades mais antigas de Alagoas, carrega marcas das disputas entre portugueses e holandeses no período colonial. Água Branca fecha o circuito no alto sertão, com construções históricas ligadas à ocupação do interior nordestino. Juntas, as sete cidades formam uma rota que cruza litoral, zona da mata, agreste e sertão.

A lei também prevê que a estruturação, a gestão e a promoção dos atrativos turísticos da rota recebam apoio de programas oficiais voltados ao fortalecimento da regionalização do turismo. Na prática, isso pode significar mais planejamento, divulgação, qualificação e organização dos destinos para receber visitantes.

O desafio agora será transformar o reconhecimento oficial em resultado concreto. Para que a rota ganhe força, os municípios precisarão investir em sinalização, acesso, preservação do patrimônio, capacitação, calendário cultural, receptivo turístico e integração entre os destinos.

A criação da rota é um passo importante porque valoriza um Alagoas profundo, histórico e diverso. Um estado que tem praias famosas, mas também tem ruas coloniais, igrejas centenárias, memória quilombola, rio, sertão, cânions e cidades que ajudam a contar a história do Brasil.
Redação IO
Imagem: Ilustrativa

Compartilhe este artigo

Deixe seu comentário

Para comentar na página você deve estar logado em seu perfil do Facebook. Este espaço visa promover um debate sobre o assunto tratado na matéria. Comentários com tons ofensivos, preconceituosos e que firam a ética e a moral poderão ser denunciados, acarretando até mesmo na perda da conta. Leia os termos de uso e participe com responsabilidade.