
Nova Carteira de Identidade Nacional já está disponível em todo o país e usa o CPF como número único de identificação
O tradicional RG está sendo substituído gradualmente pela Carteira de Identidade Nacional, conhecida como CIN. Apesar da mudança, os brasileiros não precisam correr para trocar o documento imediatamente: o modelo antigo continua válido até 2032.
A nova identidade foi criada para padronizar a identificação civil no Brasil e reduzir divergências entre os registros emitidos pelos estados. A principal mudança é que o CPF passa a ser o número único de identificação do cidadão em todo o território nacional.
Na prática, isso acaba com a possibilidade de uma mesma pessoa ter números diferentes de RG em estados distintos, situação que existia no modelo anterior e podia gerar inconsistências em cadastros públicos e privados.
A Carteira de Identidade Nacional já pode ser solicitada em todos os estados e no Distrito Federal. A primeira via é gratuita. A emissão do documento físico também permite o acesso à versão digital no aplicativo Gov.br, semelhante ao que já ocorre com a Carteira Nacional de Habilitação.
Mesmo com a implantação do novo modelo, o RG antigo segue aceito para identificação até 2032. O prazo foi estabelecido justamente para permitir uma transição gradual, sem necessidade de troca imediata por parte da população.
A validade da nova CIN varia conforme a idade do cidadão. Para crianças de até 12 anos incompletos, o documento vale por cinco anos. Para pessoas de 12 a 59 anos, a validade é de dez anos. Já para cidadãos a partir de 60 anos, a validade é indeterminada.
Em Alagoas, a Carteira de Identidade Nacional é emitida pelo Instituto de Identificação da Polícia Científica. O agendamento para solicitação do documento nas Centrais Já! é realizado de forma on-line, com vagas liberadas gradualmente conforme a capacidade de atendimento de cada unidade.
Para solicitar a nova identidade, o cidadão deve apresentar certidão de nascimento ou casamento, conforme o estado civil, além do CPF regularizado. Menores de 16 anos precisam estar acompanhados por um dos pais ou responsável legal.
A recomendação é que a população faça a troca com tranquilidade, principalmente em casos de segunda via, atualização de dados, documento antigo em mau estado de conservação ou necessidade de cadastro mais recente.
Com a adoção da CIN, o Brasil passa a ter um modelo nacional de identificação mais seguro, integrado e padronizado. A mudança não representa o fim imediato do RG antigo, mas marca o início de uma nova fase na documentação civil dos brasileiros.
Redação HN
Imagem: Reprodução










